O alerta patrimonial de 2026
O que durante anos foi vendido como o instrumento perfeito de sucessão — o VGBL — acaba de receber um novo capítulo. Em fevereiro de 2026, a Receita Federal publicou a Solução de Consulta COSIT nº 28/2026, e o entendimento mudou: rendimentos do VGBL recebidos por herdeiros podem ser tributados como renda, mesmo sem passar pelo inventário. Se você contratou um VGBL pensando em deixar capital limpo para sua família, é hora de reavaliar.
A Receita mudou as regras do jogo
Até então, o entendimento prático era confortável: o VGBL caía direto na conta do beneficiário, fora do inventário, sem ITCMD em vários estados, e os rendimentos eram considerados parte da transmissão. A COSIT 28/2026 disse o contrário: a diferença entre o que foi aportado e o que é resgatado pelo herdeiro é renda tributável, sujeita à tabela progressiva do IR — que vai até 27,5%.
Um exemplo real
• R$ 500.000 aplicados no VGBL • Herdeiro recebe R$ 800.000 no momento da transmissão • Diferença de R$ 300 mil = renda tributável pela Receita • Imposto inesperado para o herdeiro: R$ 82.500 em IR sobre uma herança que deveria ser isenta
Quem não se adapta, paga a conta
1. Tributação inesperada na herança — herdeiros recebem conta de IR de até 27,5% sobre os rendimentos do VGBL. 2. Planejamento desatualizado — estratégias montadas antes de 2026 precisam ser revisadas com urgência. 3. Proteção que virou passivo — o que foi contratado como proteção pode gerar custo e burocracia para a família.
A estratégia: o rendimento da previdência paga o seguro
A forma mais inteligente de fazer essa transição sem dor: • R$ 500k em previdência rendendo 10% a.a. = R$ 50k/ano • Esse rendimento paga o prêmio anual de um Seguro Vitalício de R$ 1 Mi • Resultado: principal intacto + dobro do capital protegido, isento de IR e fora do inventário O rendimento da previdência cobre o prêmio. O principal continua trabalhando. E você multiplica o capital que vai para sua família. Fonte: Solução de Consulta COSIT nº 28/2026 — Receita Federal do Brasil.
